sexta-feira, 26 de março de 2010
Da série homenagem às mulheres - agora na versão com mais de 30

Geralmente não aprecio muito as palavras de Jabor, já que muitas vezes ele peca quando fala das mulheres, mas aqui ele foi certeiro e verdadeiro.
"A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30.Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma coisa que queira fazer... E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer.Elas definitivamente não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem...Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Por que será, heim??Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos...Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? Porque "as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!".Nada mais justo!Arnaldo Jabor"
segunda-feira, 15 de março de 2010
CQC

Até que enfim!!! As férias do CQC estavam muito longas, poderiam ter passado os melhores momentos no horário do BBB, grandissíssima bobagem importada, que serve apenas para mostrar o quão "fake" é a televisão brasileira. Infelizmente, em tempos de modernidade tardia, a simulação (ou simulacro) representada nesses programas nos passa uma falsa idéia de invasão e poder de manipulação sobre a vida (destino) alheia. Sem contar que é irritante ter que ouvir as cuspiradas sentimentais urdidas por Pedro Bial a cada momento que um participante, "bravo competidor", era (é) defenestrado pelo publico. Argh!!!Mas, voltando ao CQC, há que se ressaltar a sagacidade dos rapazes que têm como alvo de suas piadas cortantes os políticos brasileiros, bem como os próprios brasileiros. Ora, quem vota em tais políticos. Agora o CQC resolveu tratar um pouco das atitudes do povo que deveria mostrar cidadania e civilidade em atos corriqueiros, sempre esquecidos e suplantados pela eterna arte de "se dar bem", mas são flagrados em atos (ilícitos) comumente aceitos por nossa sociedade. Falar do CQC "dá muito pano para a manga". Fica aqui o desejo de que tal programa se espraie por todas as TVs, sobretudo em ano de eleição e copa do mundo.
domingo, 14 de março de 2010
Algo raro

100% de igualdade para que vocês tragam 100% das suas desigualdades.
As mulheres devem ser tratadas iguais aos homens. Mesmo após 100 anos isso ainda vem se corporificando, como uma alma fantasma, silenciosa, nebulosa, que ao invés de construção, desconstrói a partir de uma vagância que perambula comentários pejorativos e perniciosos.
Cupim na madeira: as risadinhas que correm aqui, as piadinhas sem nexo, os olhares enviesados, a dita falação do que pode e do que não pode. Em terra de homens quem fala grosso é vitalicio.
O garçom pergunta o que vou beber e delicadamente deixo que minha amiga escolha a embriagues dessa nossa noite. Ela bebe um chopp preto e eu um café com chantilly. O garçom deixa diante da minha pessoa o chopp preto e da minha amiga o café com chantilly, sorrimos um para o outro e trocamos nossas embriagueses.
É uma embriagues tratar pessoas com igualdade. No mínimo uma tontura presentear com vinho quem não bebe, chocolate para quem está de dieta, levar flores para quem tem alergia a pólen. O sentido da igualdade é o caminho da preguiça. O mundo moderno é preguiçoso. Manda emails e não se visita, joga futebol pelo vídeo game, lista de amigo secreto pela internet. Essa idéia patológica de emagrecer, tirou as calorias dos relacionamentos e os relacionamentos sem caloria não enxergam o que seria do amarelo se todo mundo gostasse do vermelho.
Desculpe-me as Simones de Beauvoir, as Marguerites Duras , aos eufemistas histéricos que desejam igualdade entre homens e mulheres, quando me parece que é para repetir o mesma cultura dos assassinos.
Não me lembro de mulheres terem mandado convocar soldados para o Vietnã, não me lembro de mulheres estarem a frente das maiores indústrias que poluíram o mundo, não me lembro das mulheres terem participado ativamente deste abismo que nos encontramos. Os assassinos gostam de confrarias, de despedidas de solteiros, de abusos sexuais, de infidelidade. Gostam de fazer o inferno e pedir mais tarde a benção dos seus pecados na igreja. E como o homem de hábito e aquele que ele representa também são masculinos, estão todos perdoados. Se é dessa igualdade que falamos, prefiro pensar em bandeira branca. Desejos suas desigualdades.
Salvem – nos com suas diferenças. Porque vocês tem peito e nós perdemos o nosso ao longo da história. Salvem-nos porque vocês sangram e o nosso está diluído no interesse e na vantagem. Salvem-nos com seu amor e paixão porque nós passamos a acreditar que o dinheiro pode mais que o sentir. Nenhuma mulher é igual a outra. É sábio reconhecer essas diferenças. Salvem-nos porque vocês engravidam e cada qual do seu jeito. Tem TPM e cada qual do seu jeito. Dizem que sim quando querem dizer que não, dizem que não quando querem dizer que sim, mas isso é de mulher para mulher. Gostam de sexo, mas cada qual do seu jeito. Passam batom e usam perfumes – umas. Outras só passam batom e não usam perfume. Ainda tem as que nem dão bola para essas coisas. Mas cada qual do seu jeito.
Nós homens sonhamos apenas quando a luz se apaga. Salvem-nos, só as suas diferenças talvez possam nos fazer ver o mundo novamente como meninos. Em algum lugar desse mundo alguém denominou o inicio, o começo, o princípio, com nome de mulher – Aurora.
Sander Machado
http://ileumacasadeideias.blogspot.com/
sexta-feira, 12 de março de 2010
Coisas da vida...
Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida.
Martha Medeiros
Martha Medeiros
sábado, 6 de março de 2010

O escritor e teórico Ricardo Piglia afirma em sua obra O último leitor, que Jorge Luís Borges inventa a figura do leitor. Segundo Piglia, "Borges inventa o leitor como herói a partir do espaço que se abre entre a letra e a vida"(p. 26). Naturalmente podemos pensar em outro escritor que fez uso desse artifício. Artifício que também serviu como uma espécie de fuga da realidade dura vivenciada no final do século XIX no Brasil marcada pelo analfabetismo de quase 80% da população e, por conseguinte, a existência pífia da figura do leitor. O escritor aqui abordado, trata-se de Machado de Assis que em muitas narrativas faz alusão a esse ser quase inatingível, como podemos observar no conto "Almas agradecidas", por exemplo: "Facilmente acreditará o leitor que estes dois amigos se fizessem confidentes de todas as coisas, principalmente de coisas de amores".
Antes, portanto, de adentrarmos no universo da prosa urdida tanto no Brasil quanto em Portugal, acredito ser interessante tratarmos da figura do leitor e, sobretudo, do ato de ler. Piglia propõe em sua obra mencionada anteriormente fazer uma espécie de história imaginária dos leitores, a partir das "figurações do leitor na literatura; ou seja as representações imaginárias da arte de ler na ficção. Trata-se, pois, de um exercício interessante de recriar ou de verificar essa lição de leitura. Para tanto, menciona escritores ou personalidades e sua relação com os livros. Nesse sentido, emerge a questão do nosso papel como leitores. Será que a literatura continuará recriando esse personagem ou assumiremos essa função prazerosa, conforme destaca Barthes em O prazer do texto.
Nesse semestre faremos um passeio pela literatura brasileira e portuguesa, uma vez que teremos alguns eixos temáticos que percorrerão desde as grandes navegações do século XVI, passando pela descoberta do Novo Mundo e a representação das literaturas portuguesas e brasileira por espaços geográficos como o campo, a cidade e o sertão.
O blog servirá, portanto, para construirmos nossa disciplina pouco a pouco, através do contato com os textos sugeridos e também com o auxílio de outros materiais de apoio como filmes, músicas.
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